Free-Lance para a Folha

FOLHA DE SÃO PAULO   01 /04/2001

Free-Lance para a Folha

De um lado, alarmes, câmeras, grades e vigilantes. Do outro, microempresários tentando a qualquer custo proteger os seus patrimônio. Diante da violência crescente em grandes cidades, as empresas começaram a se "armar" contra a ameaça de furto e roubo.
Segundo dados da ABESE (Associação da Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), a venda de equipamentos e serviços aumentou mais de 40% nos últimos três anos, o que demostraria a efervescência pela qual o mercado está passando.

"A maioria é adquirida para proteção de empresas, como consultórios, escritórios e lojas", diz José Carlos de Vasconcellos, 33, diretor da TELEATLANTIC, uma das maiores em alarmes no país.


O mercado oferece diversas opções de equipamentos, desde alarmes até cercas eletrificadas. O consultor Yehuda Carmi, que trabalha em uma empresa de projetos personalizados de segurança, orienta que a escolha dos serviços depende da localização, do movimento e do ramo. "É comum o proprietário que acaba de ser assaltado instalar vários equipamentos e gastar mais do que o necessário."

Compra por impulso

Esse é o caso da empresa montadora de estandes De Simoni que instalou alarmes monitorados e circuito fechado de TV e vídeo, além de contratar serviços de vigilância durante a noite.
"Em 20 anos, jamais havíamos sido roubados, mas, em apenas 40 dias, tivemos duas invasões", revela o diretor José Walter Guardia, 51, que diz gastar em média R$45 mil anuais com segurança.
Mais sorte teve o proprietário da Motta e Motta Antiquário, Fernando Motta, 38, "Três assaltantes entraram na loja durante o dia, mas, para nossa sorte, os vigilantes dos edifícios que ficam logo em frente perceberam e nos socorreram", relembra. Com medo, ele contratou um vigia noturno, além dos seguranças de rua que diz pagar "por fora".

Também precavida, a dona da Dama da Lua Arte em Seda, Regina Calixto, afirma ter contratado um sistema de monitoramento para evitar dores de cabeça no futuro. "Nunca aconteceu nada, mas, como o negócio cresceu de um pequeno ateliê para uma loja, achei melhor me precaver."